sexta-feira, 26 de março de 2010

Fratura Dental, Implante e Carga Imediata - Caso Clínico

     Paciente do gênero feminino, melanoderma, 28 anos, história médica sem relevância para o tratamento,  linha do sorriso alta, compareceu ao consultório em caráter de urgência onde foi diagnosticada fratura do incisivo lateral esquerdo superior (elemento 22). Ao exame clínico, mesmo com fatores de risco (segundo SAC Classification - ITI) paciente optou por exodontia com implantação imediata e provisionalização também imediata.
     Após procedimentos laboratoriais para planejamento reverso foi realizada exodontia de maneira mais atraumática possível foi instalado um implante (seguindo o guia) com alta estabilidade. Em seguida através de faceta de dente de estoque foi feita a provisionalização imediata. No dia seguinte, a paciente que estava também em tratamento no curso de especialização em dentística em sua cidade, facetou de canino a canino e instalou a coroa final do 22 (13 a 23) para melhora estética. Não houve intercorrência e a paciente se encontra bastante satisfeita com o resultado obtido.


                                            Paciente em situação inicial no dia da fratura dental



          Paciente 18 meses após o evento com todos os índices clínicos e radiográficos ótimos e estáveis.

     No caso acima citado é importante notarmos que houve grande sucesso pois foi realizado todo o planejamento reverso do caso, com uso de guia cirúrgico e manipulação delicada da região. Ao contrário do que se escuta na mídia, infelizmente, a carga imediata (colocação do dente sobre o implante na mesma sessão ou até 48 horas) não se aplica a todos os casos. Entretanto, quando bem indicada, possui excelente previsibilidade e altíssimo nível de aceitação para os pacientes. Este caso foi realizado pelos CDs Thales Piantino, Márcio de Menezes e Marcela Caffarena.
     Procure sempre um especialista em implantodontia, discuta seu caso, descubra suas possibilidades. Conheça melhor o uso de implantes osseointegráveis - a terceira dentição.

Reportagem Jornal Hoje: Estatística de Desdentamentos no Brasil

Reportagem do Jornal Hoje: Brasileiro chega a perder 25 dentes ao longo da vida.

 

 

     Mais uma interessante reportagem de Helen Sacconi saiu agora há pouco, no Jornal Hoje da Rede Globo onde expõe dados estatísticos da Unicamp em pesquisa mostrando que o brasileiro chega a perder 25 dentes ao longo da vida. A pesquisa que acompanhou quase 400 pessoas mostrou que a perda de dentes pode estar relacionada com a idade e a renda dos pacientes. A matéria mostra que segundo dados do Ministério da Saúde, brasileiros entre 35 e 44 anos de idade costumam perder em média 13 dentes. Já para os idosos, com mais de 64 anos, a perda chega a 25 dentes no total.
     Na pesquisa da Unicamp, mostrou-se que:
- “As principais causas das perdas dentárias no Brasil ainda são a cárie, e os problemas periodontais que são os problemas nas gengivas”, diz Marília Jesus Batista, pesquisadora.
- A perda de dentes pode estar relacionada com a idade e a renda dos pacientes, mas todas as causas estão relacionadas (de maneira geral) com a falta de prevenção.
- Os pesquisadores provam que a baixa renda não deve servir de justificativa pois para se fazer a higiene com escova, pasta e fio dental (material suficiente para adequada higienização na maior parte dos casos) o investimento mensal chega a no máximo 5 reais ao mês.
- Há necessidade em se conscientizar a população que uma escovação demanda tempo. Escovações menores que 2 minutos geralmente estão associadas a escovações deficientes. Fora o uso do fio dental que é primordial.
- Use pouca pasta. “Porque muita pasta de dente faz muita espuma e pouca escovação eficiente. Não importa o movimento, desde que você escove todos os dentes, em cima, dos lados, do lado de dentro e a escovação da língua”, alerta a cirurgiã-dentista.
     Esta reportagem colocou apenas uma pequena amostra de como pode ser sombrio o prognóstico de uma escovação inadequada. Outras importantes revistas internacionais científicas mostram que, infelizmente, a população com desdentamentos parciais ou totais tende a aumentar (por diversos fatores) não acompanhando a evolução da expectativa de vida.
     Não espere o problema ser percebido, pois na grande maioria das vezes, o problema gengival (periodontal) é silencioso, não dói. Não espere perder algum dente para saber o valor que ele tem na qualidade de sua mastigação (sem contar uma aparência agradável). Previna-se e consulte seu profissional rotineiramente. Só assim, teremos todos a chance de reverter este grave quadro de saúde pública.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Clipping de Literatura Científica de Janeiro-Fevereiro 2010

     Estas sugestões de leitura para o primeiro bimestre de 2010 vieram com bastantes informações interessantes concernentes aos tratamentos já realizados e que corroboram a segurança (muitas vezes acima dos 90%) dos mais variados tipos de tratamento em implantodontia, periodontia e reabilitação oral. Fica abaixo a sugestão.


Neste artigo, os autores tentam estabelecer um modelo para extração dental em pacientes periodontopatas.
Popelut A, Rousval B, Fromentin O, Feghali M, Mora F, Bouchard P. Tooth extraction decision model in periodontitis patients. Clin Oral Implants Res 2010;21(1):80-89.
A decision analysis was created based on a fictitious patient with adult chronic periodontitis with a single tooth with a periodontal defect that may affect the decision process. The decision tree evaluated options based on probabilities identified by a systematic literature analysis. The options, ranked by expected utilities were: no treatment (EU1), periodontal treatment (EU2), extraction followed by FPD (EU3), or extraction followed by implant-supported crown (EU4). It was not possible to calculate EU1 due to the lack of available probabilities. The probabilities indicate that the FPD option was the worst strategy, and it was not possible to differentiate between periodontal therapy or an implant-supported crown. 
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Foi feito um teste para avaliação da formação de biofilme em dois tipos de superfícies de implantes onde conclui-se que as partes dos implantes expostas à mucosa oral deveriam ter superfícies altamente polidas para se prevenir o acúmulo de placa
Bürgers R, Gerlach T, Hahnel S, Schwarz F, Handel G, Gosau M. In vivo and in vitro biofilm formation on two different titanium implant surfaces. Clin Oral Implants Res 2010;21(2):156-164.
Machined or sandblasted and acid-etched titanium specimens were mounted buccally and worn by six volunteers for 12 hours to evaluate in vivo biofilm formation. Bacterial adhesion in vitro was also evaluated. Surface roughness was significantly higher and surface free energy was significantly lower for the sandblasted/acid-etched specimens, and bacterial adhesion was significantly higher both in vitro and in vivo, but there was no significant difference in the percentage of dead cells among adhering bacteria between the two surfaces. Ectopic epithelial cells from the oral mucosa found on the sandblasted/acid-etched specimens but not on the machined specimens. Implant parts that are exposed to the oral mucosa should therefore be highly polished to prevent plaque accumulation.
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 Abaixo, um trabalho para checar se há relação entre a força máxima de mordida na perda óssea de implantes apoiando um tipo de prótese mandibular.
Jofré J, Hamada T, Mishimura M, Klattenhoff C. The effect of maximum bite force on marginal bone loss of mini-implants supporting a mandibular overdenture: a randomized controlled trial. Clin Oral Implants Res 2010;21(2):243-249.
Two mini-implants were placed in the anterior mandible of each of 45 patients; the implants were either ball-type (22 patients) or splinted with a prefabricated bar (23 patients). Maximum bite force and marginal bone loss were assessed at baseline and after 5, 7, 10 and 15 months. The results showed no relationship between maximum bite force and marginal bone loss, although both parameters were higher for the ball mini-implants after 15 months.
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Este, mostra um comparativo entre o uso de implantes curtos e enxerto em altura para regiões posteriores. Mostra, como esperado, que nesses casos há um maior número de complicações.
Felice P, Checci V, Pistilli R, Scarano A, Pellegrino G, Esposito M. Bone augmentation versus 5-mm dental implants in posterior atrophic jaws. Four-month post-loading results from a randomized controlled clinical trial. Eur J Oral Implantol 2009;2(4):267-281.
Patients with bilateral posterior edentulism and residual crest height 5-7 mm (15 patients) or 4-6 mm (15 patients) received either 5 mm long implants or bone augmentation with Bio-Oss and 10 mm long implants in a split-mouth design. In five of the 15 patients in the augmented group there was insufficient mandibular bone height to place 10 mm implants, so 7 and 8-5 mm implants were placed. One implant was found to be mobile in each group. Three complications occurred in the short implant group (maxillary sinus perforation) and two in the augmented group (one maxillary sinus perforation and one mandibular wound dehiscence) and paresthesia occurred in significantly more patients in the augmented group. There was no difference in patient preference between the two groups.
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Os autores fazem comparação do sucesso entre dois tipos diferentes de superfície de implantes e mostram que ambos são interessantes. Entretanto para um determinado grupo de implantes o comprimento menor que 10mm foi associado significantemente com maiores falhas.
Balshe AA, Assad DA, Eckert SE, Koka S, Weaver AL. A retrospective study of the survival of smooth- and rough-surface dental implants. Int J Oral Maxillofac Implants 2009;24(6):1113-1118.
A retrospective review was performed for smooth- and rough-surface implants from 1991-1996 and 2001-2005, respectively, with implants from the first and second periods followed through mid-1998 and mid-2007, respectively, to facilitate the comparison. A total of 2,182 smooth-surface implants were placed in 593 patients and 2,425 rough-surface implants were placed in 905 patients. Five-year survival rates were 94.0% for smooth implants and 94.5% for rough implants. Implant length ≤ 10 mm and anatomic location were significantly associated with implant failure for smooth implants but were not risk factors for rough implants.
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Nesta pesquisa, mostra-se correçalação entre diabetes tipo 2 e periodontite crônica. Conclusão parece indicar que o tratamento desta auxilia na melhora de biomarcadores daquela patologia.
Correa FOB, Gonçalves D, Figueredo CMS, Bastos AS, Gustafsson A, Orrico SRP. Effect of periodontal treatment on metabolic control, systemic inflammation and cytokines in patients with type 2 diabetes. J Clin Periodontol 2010;37(1):53-58.
Periodontal clinical parameters were evaluated in 23 patients with types 2 diabetes and chronic periodontitis, and plasma levels of high-sensitivity capsule reactive protein (hs-CRP), fibrinogen, TNF-α and IL-4, -6, -8 and -10 were analyzed, in addition to HbA1c and fasting plasma glucose. Evaluations were performed before and after 3 months of non-surgical periodontal therapy. A significant improvement in all parameters was observed after 3 months, with a tendency towards decreased levels of biomarkers, and a non-significant reduction of hs-CRP and HbA1c.
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 No artigo, houve comparação de uma técnica de recobrimento gengival (já utilizamos no nosso consultório) com e sem EMD (um tipo de matriz de esmalte). Os resultados não mostraram diferença, todavia mostraram que a técnica é bastante efetiva.
 Aroca S, Keglevich T, Nikolidakis D, Gera I, Nagy K, Azzi R, Etienne D. Treatment of class III multiple gingival recessions: a randomized clinical trial. J Clin Periodontol 2010;37(1):88-97.
In 20 patients, a modified tunnel/connective tissue graft technique was used to treat class III gingival recessions in one side of the mouth (control), while EMD was used in addition to the technique in the other side (test). Clinical parameters were evaluated at 28 days and 3, 6 and 12 months. Mean root coverage at 12 months was 82% and 83% for the test and control groups, respectively, with complete root coverage obtained in 38% of cases. The modified tunnel/connective tissue technique is therefore suitable in the treatment of recession defects, and is not enhanced by the addition of EMD.
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Nesta revisão, os autores fizeram comparação entre as taxas de sucessos de 3 sistemas de implantes associados aos seus comprimentos e diâmetros. Resultados mostram que implantes curtos (menores que 9mm) e de diâmetros menores apresentam maiores falhas.
Olate S, Lyrio MCN, de Moraes M, Mazzonetto R, Moreira RWF. Influence of diameter and length of implant in early implant failure. J Oral Maxillofac Surg 2010;68(2):414-419.
Three different implant systems and two surgical techniques were evaluated in a retrospective study of 1,649 implants in 650 patients. Implant lengths were classified as short (6-9 mm), medium (10-12 mm) or long (13-18 mm) and diameters were classified as wide, regular or narrow. Early overall survival rate was 96.2%; 50 implants were lost. In terms of implant diameter, narrow implants failed most (5.1%) followed by regular (3.8%) and wide (2.7%). A significantly higher failure rate was also observed in short implants (9.9%) versus medium (3.0%) or ling (3.4%) implants, and in implants placed in the anterior (4.3%) versus the posterior (2.8%).
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Aqui os autores mostram que o uso de enxertos xenógenos (osso anorgânico 100% bovino) para Levantamento de Seio Maxilar (para instalação de implantes) possui grande segurança.
Ferreira CEA, Novaes AB Jr, Haraszthy VI, Bittencourt M, Martinelli CB, Luczyszyn SM. A clinical study of 406 sinus augmentations with 100% anorganic bovine bone. J Periodontol 2009;80(12):1920-1927.
Sinus grafting with anorganic bovine bone was performed in 222 patients requiring unilateral sinus grafting and 92 patients requiring bilateral sinus grafting; a total of 1,025 implants were placed (118 simultaneous with grafting and 907 at second stage surgery after 6-12 months). After 3 years, the implant survival rate was 98.1% (19 implants were lost), with no significant differences in survival between implants with rough or machined surfaces, or between implants placed in various heights of native bone. Histomorphometry showed 39.0 ± 12% new bone formation and 52.9% ± 9.3% marrow space.
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Neste artigo, é feita comparação de abordagens atuais relacionando tipo de material para coroas (cerâmica pura, metalocerâmica) e posição do término do preparo. Conforme esperado, todas as abordagens são válidas, entretanto houve menor acúmulo de placa nas coroas de cerâmica pura e o término supra-gengival foi o mais vantajoso.
Kosyfaki P, Pinilla Martín MdelP, Strub JR. Relationship between crowns and the periodontium: a literature update. Quintessence Int 2010;41(2):109-122.
Electronic and manual literature searches were performed for information on crown margin, marginal fit, crown material and crown contour and their relationship to the periodontium. A total of 64 studies were identified. Results showed that the supragingival location is the most advantageous, but that an intracrevicular location in the anterior zone may be preferable for esthetics. Marginal fit is acceptable with both all-ceramic and metal-ceramic crowns, but plaque retention is lower with ceramic materials, and periodontal health and esthetics can be shown with normal crown contours. Current approaches were therefore confirmed.
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segunda-feira, 22 de março de 2010

Relação Periodontia e Doenças Cardiovasculares

Este é um interessante vídeo, retirado do site www.odontologia.com.br (vide link no título) onde o cardiologista, Dr. Evandro Tinoco Mesquita, professor na Universidade Federal Fluminense e diretor clínico do Hospital Pró-Cardíaco, fala sobre a atual relação entre problemas gengivais e algumas situações de doenças cardiovasculares.

sábado, 20 de março de 2010

Selantes Odontológicos

Selantes de Fóssulas e Fissuras




     Os selantes são materiais resinosos transparentes, brancos ou matizados que são usados para cobrir as superfícies rugosas dos dentes posteriores (pré-molares e molares) em sua face mastigatória, promovendo a sua proteção. O selante age como uma barreira, uma película protetora que, facilitando a limpeza dos restos alimentares e o controle da placa bacteriana, reduz o risco de essas superfícies cariarem-se.
     Os dentes posteriores, os quais usamos para triturar os alimentos, contêm fissuras e fóssulas: pequenas ranhuras e depressões onde os restos alimentares e a placa bacteriana ficam retidos e se acumulam e onde as cerdas das escovas não conseguem limpar.  A cerda de uma escova de dente é muito larga para poder alcançar o fundo desses sulcos e fissuras. Formando uma película protetora, os selantes protegem o dente dos restos alimentares e da placa bacteriana, diminuindo, assim, o risco de cárie.
     As crianças com alto risco à cárie são as maiores beneficiadas com a aplicação dos selantes. Os selantes devem ser aplicados em seus dentes, especialmente naqueles recém-erupcionados. Os selantes não necessitam serem aplicados nas pessoas de baixo risco de cárie, com dentes que tenham sulcos e fóssulas rasas, o que permite fácil limpeza. Para ser feita a aplicação do selante, é necessário que a superfície do dente esteja limpa e seca e, portanto, o paciente deve ser colaborador.
     O procedimento é rápido e simples de se fazer e leva cerca de poucos minutos para um dente ser selado. Primeiro, o dente que vai ser selado deve ser limpo, através de uma rigorosa profilaxia e depois, sua superfície rugosa é preparada através de um ácido (sem desgaste algum) e o selante é aplicado, ficando aderido à superfície rugosa do dente.
     O selante pode ser aplicado em pacientes adolescentes ou adultos desde que o paciente apresente risco de cárie, ou seja, presença de placa cariogênica, consuma guloseimas fora dos horários das refeições principais, esteja consumindo medicamentos que diminuam o fluxo salivar ou apresente mancha pré-cariosa nos sulcos e nas fissuras. Durante a mastigação, irá ocorrer um desgaste natural dessa película protetora e por isso, para manter o efeito protetor, há necessidade de verificação periódica durante as visitas de retorno assim, o dentista determinará se a reaplicação é necessária. Na maior parte das vezes, para os adultos, os selantes são desnecessários devido a diversos fatores e principalmente se houver uma rotina de manutenção odontológica por parte dos pacientes.

Pergunte ao seu dentista se você e seu filho podem se beneficiar com a aplicação de selantes em seus dentes posteriores.


Referência: REVISTA DA APCD V. 48, Nº 5, SET./OUT. 1994. Vit
or Gomes Pinto; Saúde Bucal Coletica; 4º edição; Santos, livraria editora; 2000.


Dente com fóssulas profundas e sem selante


Dente com selante

quinta-feira, 18 de março de 2010

Importância da qualidade em Prótese sobre Implantes

     Uma importante dissertação de mestrado está sendo conduzida pela Dra. Marcela sobre a importância de componentes adequados para próteses sobre implantes. Tal trabalho, assim como outros de Paul Binon, mostra que a adaptação dos componentes à cabeça do implante é de fundamental importância para a longevidade do trabalho protético e até mesmo do implante.
     Estivemos na Unesp de Araçatuba, sob orientação do prof. Dr. Wirley para o piloto dos ensaios laboratoriais que certamente mostrarão tão conhecido resultado e metodologia (sobre adequada adaptação) . O fator clínico de nota para a clínica e os pacientes candidatos a um implante é que os pacientes devem exigir materiais de qualidade que já possuam comprovação clínica. Infelizmente, a realidade de muitos consultórios, a título de economia de alguns reais, leva ao uso de materiais inadequados que poderão comprometer todo o caso (devido a adaptação não ideal das peças). Como tudo deveria ser, primum non nocere, tire suas dúvidas e procure sempre pelo melhor custo-benefício e exija acima de tudo, qualidade.
Aguarde, em pouco, tempo o resumo da dissertação sobre tão relevante assunto aos colegas e pacientes.

segunda-feira, 15 de março de 2010

TESTE - Você tem problemas na gengiva?

VOCÊ TEM PROBLEMAS NA GENGIVA?

Pense em suas respostas para as questões a seguir para descobrir se você tem os sinais ou sintomas de doença periodontal:
Talvez você possa não perceber que inchaço, vermelhidão, alteração na posição dos dentes, sangramento gengival persistente, sensibilidade dental e mau hálito são sinais de aviso de uma possível doença periodontal (gengival) – uma infecção séria que, se deixada sem tratamento, pode levar a perda de dentes.
1) De modo geral, você sente alguma dor na sua boca?
2) As suas gengivas costumam sangrar quando você escova seus dentes, usa o fio dental ou mastiga algum alimento de consistência mais dura?
3) Você notou que os espaços entre seus dentes estão se alterando?
4) Notou alguma alteração no jeito que seus dentes se “encaixam” quando você morde?
5) Já sentiu suas gengivas inchadas ou “macias”?
6) Já notou que suas gengivas estão se afastando (diminuindo) ou que seus dentes parecem que estão mais longos que antes?
7) Percebe (ou foi avisado) que possui mau hálito persistente?
8) Verificou saída de pus entre seus dentes e gengivas?
9) Aparecem feridas em sua boca com alguma freqüência?

Descubra mais:
Se você tem algum desses sintomas de doença periodontal, seria interessante tomar uma atitude para proteger sua saúde oral. 
Não deixe as doenças periodontais acabarem com o seu sorriso. Se você respondeu sim para qualquer uma destas questões, consulte seu periodontista o quanto antes – e ajude a preservar seus dentes naturais.
Se você já perdeu um ou mais dentes por doença periodontal ou outras causas, talvez possa se interessar nos implantes dentais – uma opção para a reposição de um dente natural.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Início da escovação em bebês - Jornal Hoje - Globo

     Saiu ontem dia 09/03/2010, uma interessante reportagem de Helen Sacconi, no Jornal Hoje da Rede Globo, sobre o tema como e quando iniciar a escovação em bebês.


     Segundo a reportagem, embasada pela colega Roberta C. Pimenta a escovação adequada (que é diferente do fato de a criança brincar de mastigar a escova) deve iniciar a partir do momento que o primeiro dente do bebê surge na boca.
     A colega ainda orienta que a maneira correta de se fazer a escovação é com movimentos circulares a partir da gengiva em direção aos dentes de modo que se massageie as gengivas e limpe os dentes ajudando desta forma, a formação do hábito ideal e auxiliando na erupção dos dentes. 
     A escova deve ter as seguintes características:
- Menor cabeça possível;
- Cerdas macias;
- Cabo longo, pois a escovação é feita pelo adulto.

     “A partir dos cinco anos agente já passa a responsabilidade para a criança. Então ela pode escovar de manhã e depois do almoço. À noite, antes de dormir, que tem que ser a escovação principal, sempre um adulto tem que supervisionar até uns 10, 11 anos”. 
     Na escovação feita pelo adulto, a posição mais confortável é com a criança deitada na cama ou sofá com a cabeça no colo da mãe. A quantidade de pasta deve ser pequena (tamanho de uma ervilha). Também, a criança não deve ser estimulada, e deve ser vigiada, para não se habituar a deglutir pasta dental, pois pode-se causar problemas de formação do esmalte dos futuros dentes permanentes, principalmente se a pasta usada tiver flúor. Portanto, um fato essencial é que a pasta dental, até os três anos, não contenha flúor. E o fio dental é usado assim que aparecer o primeiro par de dentes.
     Se a reação da criança for negativa, os pais não deverão desistir. O segredo é criar o hábito com estímulos positivos.
    Veja abaixo, na íntegra a reportagem:

sábado, 6 de março de 2010

Sedação Inalatória Consciente

   
     Na odontologia a procura por aprimoramento vem crescendo rapidamente, pois fica cada vez maior a importância do conhecimento especializado, para que o paciente ganhe de maneira indolor o melhor resultado estético e funcional possível para seu caso. Há mais de 50 anos, o uso da mistura dos gases oxigênio e óxido nitroso com efeito sedativo vem sendo utilizado na Europa e nos EUA, é a técnica da Sedação Consciente Inalatória.

     O que é?
     Trata-se de odontologia humanizada, pois o tratamento, em geral causa fobia e ansiedade em um grande número de pacientes. Só no Brasil mais de 10 milhões de pessoas não vão ao dentista devido ao medo exagerado do ambiente odontológico. Tais fatores de ansiedade são importantes desencadeantes do estresse que pode criar grande desconforto e até mesmo situações co maiores riscos durante o tratamento.
     A técnica é realizada através da inalação de uma mistura controlada de óxigênio e óxido nitroso e promove um relaxamento corporal e mental através de mínima depressão da consciência. Mínima pois o paciente permanece consciente, conversando e com reflexos protetores vitais perfeitamente íntegros.
     O efeito ansiolítico (relaxante) do óxido nitroso é acompanhado de relativa analgesia (diminuição da sensação dolorosa). O paciente mostra-se alegre, descontraído e completamente relaxado. 
    
     Vantagens
     É de fácil administração, proporcionando ação rápida e pronta reversibilidade (ao contrário de medicamentos orais ou injetáveis). Sua indução e reversão ocorre por volta de 5 minutos, podendo ser alterada a qualquer momento (capacidade de fácil titulação). Observa-se sensível diminuição de sangramento em procedimentos cirúrgicos, aumento da oxigenação e maior controle da pressão arterial durante o atendimento. Após a reversão do efeito, o paciente se recupera totalmente dos efeitos da sedação pois o produto não é metabolizado pelo organismo (elimina-se na própria respiração) e não é, deste modo, obrigatório o paciente estar acompanhado.

     Indicações
     Devido a redução do tempo de intervenção (para pacientes não colaboradores) e ao conforto proporcionado ao  paciente, a sedação é indicada para:
- Pacientes com fobia e ansiedade;
- Crianças não cooperativas;
- Cirurgias, periodontia, tratamento de canal em seção única, enxertos ósseos, implantes ou qualquer procedimento que gere maiores ansiedades ao paciente;
- Na necessidade de realização de vários procedimentos em uma única sessão;
- Alguns pacientes com necessidades especiais como pós AVCs, Diabéticos, etc;
- Cardiopatas, portadores de marcapasso, hipertensos, etc.
- Por curiosidade, em outros países, o gás é também usado no atendimento de muitas emergências (em ambulâncias), ginecologia laparoscópica, procedimentos dermatológicos, procedimentos podológicos, oftalmologia, criocirurgia, psquiatria, endoscopia, radiologia, pediatria, em pacientes terminais, etc.

     Restrição
     Respiradores bucais crônicos, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, usuários de medicação depressora do SNC e pacientes que não aceitarão a aplicação da máscara nasal. Ainda, também é restrito o uso nos impedimentos temporários nas vias respiratórias superiores (gripes, resfriados, sinusites) e em primeiro trismestre de gravidez.

     Observação:
     Não se trata de anestesia geral!!! A conjunção entre óxido nitroso e anestesia local é perfeita para o controle da dor e da ansiedade no tratamento odontológico. É considerável a redução do volume de anestésico a ser aplicado mas a sedação não substitui a anestesia. Mas deve-se levar em conta que a aplicação da anestesia local torna-se praticamente imperceptível. A técnica não promove sedação profunda, apenas diminui a ansiedade, o aparelho possui várias travas de segurança que jamais permitirá que o paciente respire menos que 30% de oxigênio (no ar, temos por volta de 20%), de modo que sempre haverá uma superoxigenação, ainda, raramente se necessita de mais que 30% de óxido nitroso (ou seja, 70% de oxigênio) para uma adequada sedação. O óxido nitroso sozinho não possui potência suficiente para anestesia geral em CNTP e por fim, o sistema é aberto e seguro onde, por exemplo, os autores Colton, Ruben e Jorgensen já documentaram mais de 7 milhões de procedimentos de sedação SEM complicação. A técnica é extremamente segura e nos EUA, onde tem-se cobrança mais elevada com relação a segurança em saúde, ela é liberada para adminitração por técnicos (não dentistas) em mais de 20 estados. No Brasil é necessário um curso específico, reconhecido pelo Conselho Ferederal de Odontologia para o profissional (somente o habilitado) poder realizar a técnica.



     Pergunte mais detalhes ao seu profissinal, você vai se surpreender com as possibilidades desta técnica!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Médicos (e Dentistas) versus planos de saúde

Dr. Dráuzio Varella em 2006 que mostra, infelizmente, a realidade da grande maioria dos convênios médicos (e odontológicos):
Médicos que vivem da clínica particular são aves raríssimas. Mais de 97% prestam serviços aos planos de saúde, e recebem de R$ 8 a R$ 32 por consulta. Em média, R$ 20. Os responsáveis pelos planos de saúde alegam que os avanços tecnológicos encarecem a assistência médica de tal forma que fica impossível aumentar a remuneração sem repassar os custos para os usuários já sobrecarregados. Os sindicatos e os conselhos de medicina desconfiam seriamente de tal justificativa uma vez que as empresas não lhes permitem acesso às planilhas de custos.
Tempos atrás, a Fipe realizou um levantamento do custo de um consultório-padrão, alugado por R$ 750 num prédio cujo condomínio custasse apenas R$ 150 e que pagasse os seguintes salários: R$ 650 à atendente, R$ 600 a uma auxiliar de enfermagem, R$ 275 à faxineira e R$ 224 ao contador. Somados os encargos sociais (correspondentes a 65% dos salários), os benefícios, as contas de luz, água, gás e telefone, impostos e taxas da prefeitura, gastos com a conservação do imóvel, material de consumo, custos operacionais e aqueles necessários para a realização da atividade profissional, esse consultório-padrão exigiria R$ 5.179,62 por mês para sua manutenção.
Voltemos às consultas, razão de existir dos consultórios médicos. Em princípio, cada consulta pode gerar de zero a um ou mais retornos para trazer os resultados dos exames pedidos. Os técnicos calculam que 50 a 60% das consultas médicas geram retornos pelos quais os convênios e planos de saúde não desembolsam um centavo sequer. Façamos a conta: a R$ 20 em média por consulta, para cobrir os R$ 5.179,62 é preciso atender 258 pessoas por mês. Como cerca de metade delas retorna com os resultados, serão necessários: 258 + 129 = 387 atendimentos mensais unicamente para cobrir as despesas obrigatórias. Como o número médio de dias úteis é de 21,5 por mês, entre consultas e retornos deverão ser atendidas 18 pessoas por dia! Se ele pretender ganhar R$ 5.000 por mês (dos quais serão descontados R$ 1.402 de impostos) para compensar os seis anos de curso universitário em tempo integral pago pela maioria que não tem acesso às universidades públicas, os quatro anos de residência e a necessidade de atualização permanente, precisará atender 36 clientes todos os dias, de segunda a sexta-feira. Ou seja, a média de 4,5 por hora, num dia de oito horas ininterruptas.
          Por isso os usuários dos planos de saúde se queixam: "Os médicos não examinam mais a gente". "O médico nem olhou a minha cara, ficou de cabeça baixa preenchendo o pedido de exames enquanto eu falava." "Minha consulta durou cinco minutos."
É possível exercer a profissão com competência nessa velocidade? Com a experiência de quem atende doentes há quase 40 anos, posso lhes garantir que não é.
          O bom exercício da medicina exige, além do exame físico cuidadoso, observação acurada, atenção à história da moléstia, à descrição dos sintomas, aos fatores de melhora e piora, uma análise, ainda que sumária, das condições de vida e da personalidade do paciente. Levando em conta, ainda, que os seres humanos costumam ser pouco objetivos ao relatar seus males, cabe ao profissional orientá-los a fazê-lo com mais precisão para não omitir detalhes fundamentais. A probabilidade de cometer erros graves aumenta perigosamente quando avaliamos quadros clínicos complexos entre dez e 15 minutos.

          O que os empresários dos planos de saúde parecem não enxergar é que embora consigam mão-de-obra barata graças à proliferação de faculdades de medicina que privilegiou números em detrimento da qualidade, acabam perdendo dinheiro ao pagar honorários tão insignificantes: médicos que não dispõem de tempo a "perder" com as queixas e o exame físico dos pacientes e pedem exames desnecessários. Tossiu? Raio-X de tórax. O resultado veio normal? Tomografia computadorizada. É mais rápido do que considerar as características do quadro, dar explicações detalhadas e observar a evolução. E tem boa chance de deixar o doente com a impressão de que está sendo cuidado. A economia no preço da consulta resulta em contas astronômicas pagas aos hospitais, onde vão parar os pacientes por falta de diagnóstico precoce, aos laboratórios e serviços de radiologia, cujas redes se expandem a olhos vistos pelas cidades brasileiras. Por essa razão, os concursos para residência de especialidades que realizam procedimentos e exames subsidiários estão cada vez mais concorridos, enquanto os de clínica e cirurgia são desprestigiados. 

Aos médicos, que atendem a troco de tão pouco, só resta a alternativa de explicar à população que é tarefa impossível trabalhar nessas condições e pedir descredenciamento em massa dos planos que oferecem remuneração vil. É mais respeitoso com a medicina procurar outros meios de ganhar a vida do que universalizar o cinismo injustificável do "eles fingem que pagam, a gente finge que atende".
          
O usuário, ao contratar um plano de saúde, deve sempre perguntar quanto receberão por consulta  (ou procedimento) os profissionais cujos nomes constam da lista de conveniados. Eu teria medo de ser atendido por um médico que vai receber bem menos do que um encanador cobra para desentupir o banheiro da minha casa. Sinceramente.

segunda-feira, 1 de março de 2010

LASER

A nossa clínica conta já há alguns anos com a mais moderna tecnologia de LASER (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation ou em português "Luz Amplificada pela Emissão Estimulada de Radiação". Especificamente o LASER de baixa potência ou terapêutico (LLLT: Low Level LASER Therapy) que possui ações analgésicas, antiinflamatórias e aceleram processos cicatriciais através do estímulo direto sobre mitocôndrias celulares que são as organelas responsáveis pela produção da energia celular.
Quais as indicações do LLLT (LASER) na odontologia?
Analgesia (alívio de dor) - alivia diversos tipos de dor como dores de tecidos moles, hiperestesias dentinárias (hipersensibilidade do dente em restaurações, clareamento, etc) e pré e pós-operatórios de variados procedimentos orais. Age ainda, através do estímulo em aceleração de processos cicatriciais, reparando mais rapidamente os tecidos ao mesmo tempo que diminui a dor pós-operatória. Enfim, segundo Brugnera, as aplicações mais comuns em odontologia são:
  •  Auxiliar importante em pacientes oncológicos pré, durante e pós quimio e radioterapia, geral e em região de cabeça e pescoço (previne ou atenua os efeitos adversos de tais terapias como mucosite por exemplo).
  •  Em clareamentos dentais para controle de hipersensibilidade.
  •  Após exodontia (extração dental), para prevenção de parestesias e alveolites (também tratamento).
  •  Estimulação óssea pós procedimentos de enxertia e implantes (para aceleração da cicatrização).
  •  Lesões de mucosa (Aftas, traumas, herpes labial e zoster).
  •  Dores na articulação têmporo-mandibular (ATM).
  •  Língua geográfica, alívio de sintomas orais de pênfigo, lupus (LES) e outras condições auto-imunes. 

 
Aparelho de LASER para terapia e clareamento dental

Dúvidas? Pergunte ao seu profissional sobre todas as possibilidades do LASER no seu tratamento. Os resultados são muito superiores. 
Aguardem ainda informações sobre outras várias tecnologias (exemplo: sedação inalatória, óculos-tv, esteira massageadora e muitos outros) que possuímos para o melhor conforto de seu tratamento.






Cicatrização Oral em Idosos